couve-flor tronco e membros


Elisabete Finger 19.09.06
setembro 20, 2006, 8:37 pm
Filed under: VÍDEO

Elisabete Finger 19.09.06

Oi gente,To em Roma… sinceramente… todo mundo deve vir à Italia pelo menos uma vez na vida… Bom, isso vai ser assunto pra um outro mail ou pra uma longa conversa de bar, quando eu chegar em Ctba.Sobre o video: to mandando o dvd pelo correio com os videos e as fotos que eu fiz em paris (na pressa so encontrei o endereço da Michelle no Rio, entao foi pra là, postei no dia 16, deve chegar atée dia 23 no maximo), vou fazer mais fotos e videos, aqui em Roma, e onde eu estiver. Mas to preocupada com o tempo. O correio vai demorar pra entregar isso e a gente precisa começar a montagem, nao? Me corta o coraçao pensar que nao vou estar presente pra essa parte, que finalmente é a parte da criaçao, de compor com o material que “coletamos”. Tive aquele encontro com o Pierre Leguillon, mostrei o material que fiz até agora, principalmente os videos, pq acho que descobri alguma coisa com eles que nao descobri com as fotos. E ele me deu retornos super importantes. Primeiro: cuidado com o fato de trabalhar com imagens do metro, è uma estètica que ja foi muito muito explorada, e pode parecer ingenuo nao levar isso em conta. De todo material que eu fiz, acho que onde eu consegui “criar”, ou ultrapassar o ponto de vista do simples registro, do observador comum que se senta na janela do trem, foi nos videos: “plano dividido azul” e “canto escuro” (nomes que eu dei pra trabalhar, mas que, tenho consciencia, sao pobres de marré marré…). Isso começou pq sem querer eu inverti a camera pra filmar, e depois nao consegui desvirar a imagem no computador, e comecei a achar bom que ela fosse vertical, inverte as perspectivas, cria uma tridimensionalidade estranha com uns ponstos de fuga na diagonal, faz as pessoas “entrarem na imagem” na vertical, e causa em quem assiste uma sensaçao fisica de ficar procurando uma posiçao com o proprio corpo que permita descobrir o sentido do movimento da imagem (e isso eu acho otimo pq è mais ou menos como se o espectador “dançasse”). Tem uma cena num filme do Godard que chama “les carabinieris”, onde eles olham o cartao postal da torre de Piza, e todo mundo faz “ajustes” com o corpo pra “olhar melhor”. E è mais ou menos essa a ideia. O Pierre achou que nesses dois filmes tem algo de “autoral”, tem uma proposta estetica e fisica, os outros ele achou “menos bons” (no seu eufemismo frances). Ele aponta como ponto positivo o fato de as imagens despistarem o metro, recriando ao mesmo tempo esse ambiente. No “canto escuro” ele viu um “submarino”, diz que tem um misterio e um voyerismo interessantes. Ele elogiou o trabalho de enquadramento, de colocar o movimento numa parte da imagem.Eu gosto muito tambèm dos cruzamentos de trens, e quando os dois param e um avança antes, e a gente tem aquela duvida se o trem que esta em movimento è o nosso ou nao, e aqui eu lembro dqa Dani Lima citando Laurence Louppe, dizendo que o que nos permite “descobrir” qual o trem que partiu è a relaçao que temos com o nosso peso, e no video o espectador tem a estranheza de nao saber qual trem partiu, mas nao tem o instrumento ” peso” pra servir de apoio. Eu vejo tudo isso nesses pequenos videos, e acho que tem material pra explorar neles, mas tambem sei que essa ideia mereceria um aprofundamento, de experiencia, de reflexao, o problema è tempo, è que eu nao tinha mais casa nem dinheiro pra ficar em Paris, etc… Mando um material um pouco bruto pra vcs, e ja pesso desculpas se eu falhei, mas tenho a impressao de ter feito um super processo de trabalho. Quanto à montagem, o Pierre falou que o que ele ve nesses dois videos è a possibilidade de eles serem qualquer coisa por si mesmos, uma instalaçao, um pedaço separado de uma outra coisa, mas ele diz que nao imagina cortes ou uma montagem entre eles, e sugeriu que fossem passados em sequencias que começam, terminam, recomeçam. Pensei no Ricardo que falou na possibilidade de fazer tres videos em um, com visoes pessoais, um trio de visoes para e com a camera… Sei que a Mi e a Ste tao trabalhando juntas e devem estar numa outra fase, numa outra pira, com outras conclusoes, è uma das consequencias da distancia, acho que tem uma “decalage” grande entre nos, mas nao estou dramatizando, acho que essa è nossa riqueza, e o melhor è pensar como explora-la da melhor forma possivel. Estou mesmo aberta à possibilidade de que as minhas imagens nao entrem no video, se no momento da montagem nao tiver espaço pra elas nao tem, e pronto. Acho que so pensar no significado delas, na composiçao com as outras imagens, em todas as reflexoes que fizemos atè aqui ja foi pano pra manga… mas sei tbem que tem qualquer coisa nesse material, que de uma forma ou de outra podemos utilizar.Fiz algumas fotos de maos nos canos, mas nao encontrei o “mio da fiada”, pra mim falta um pedaço dessa historia, falta o começo, nao sei no meu corpo de onde isso veio… mas se vcs encontrarem algo de interessante nas “minhas maos” fiquem a vontade.Bom, estou indo pra Napoli hoje, e depois finalmente pra Positano (uma cidadezinha na Costa Malfitania que è meu destino) penso nesse projeto todos os dias, e quero mesmo escrever algo. Vou continuar a fotografar e filmar, se nao entrar no video entra no processo, pro Couve, pra coreografia, pra historia do catalogo, pro nosso proximo trabalho…Escrevo assim que puder e tiver mais noticias.
Beijos enormes
Amor
Beta (eles me chamam assim aqui na Italia)

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