couve-flor tronco e membros


Idéias para o espetáculoperformanceaçãofunkrebolabola
julho 24, 2006, 6:05 am
Filed under: AÇÕES, GERAL, PERFORMANCE

Ricardo Marinelli (13.07.06)

Olá minha gente.

Estivemos eu, Neto e Gus reunidos hoje para organizar com mais clareza nossa metodologia de trabalho para o espetáculoperformanceaçãofunkrebolabola. (nome absolutamente fictício que inventei agora para nominar o que não tem nome. rs…)

Colocamos algumas preocupações na roda e segue relato do que foram os principais encaminhamentos, tanto artísticos quanto instrumentais. Comecei (Ricardo) falando de algumas de minhas questões atuais com relação ao trabalho, lembrando das primeiras conversas que tive com Michelle e Gustavo nas primeiras concepções do projeto.

Deste preâmbulo destacam-se os seguintes pontos de partida:

1- Tratar-se-á de uma investigação que parte de questões que estão no corpo. Não uma corporalidade que começa e acaba em si mesma, mas também não uma em que qualquer coisa serve. A idéia é que metodologicamente o trabalho começa no corpo, mas não necessariamente termina nele. Uma insistência no trabalho do corpo em movimento como turbinador de metáforas. Corpo entendido como primeiro espaço em que se dá a subjetivação, e que portanto é ponto de partida para muitas metáforas.

2- Faz tempo que as afetividades me interessam. Projetos de união, proximidades e distâncias, opções que distanciam e aproximam, pactos diferentes para relações/pessoas diferentes, aceitação x subordinação. Sobretudo pensando nas marcas de tais violências que acabam transformadas em corpo. Os jogos de trabalho assumem uma série de diferentes pactos cênico/afetivos. Estruturas que partem de opositoras conjunturas de relação, mais um menos fechadas, mais ou menos violentas. O mote é pensar/usar/dinamizar as relações que conhecemos e vivemos, transformando-as em possibilidades cênicas. Mentira, violência e cumplicidade parecem palavras importantes aqui.

3- Também fruto de um projeto que pensei em executar com o Gus há tempos e que foi abortado, me parece latente a idéia de trabalhar com o quanto eu, gus e neto somos homens extra diferentes. Diferença como potencializadora de equidade. São corpos com histórias muito diversas e nos pareceu (e concordamos nisso) que a melhor forma de coloca-los em efetiva comunicação é assumindo e potencializando as diferenças. Bem, tudo isso tem várias possibilidades de comunicação entre si: a. é no corpo que o “sujeito se subjetiva e é subjetivado” (mais uma vez o bom e velho Foucault), portanto é no e a partir dele que as diferenças se constroem; b. uma pergunta: como se constroem as afetividades a partir das diferenças? c. o gus lembra: território e sujeito são indissociáveis.

Metodologicamente pensamos em algumas coisas:

1- É imprescindível que articulemos com clareza a participação de todo mundo nessa construção. Pretendemos pensar melhor nisso, mas algumas coisas que já surgiram: a) em determinados momentos pediremos para que alguém (mi, beti, sté, cris) construa toda a metodologia de um dia de trabalho nosso: tarefas para as horas que passamos juntos; b) todo mundo tem liberdade para pedir que a gente faça qualquer ação a qualquer momento do processo; c) também existirão momentos que pediremos que outra pessoa tome uma decisão por nós, mesmo sem saber direito sobre o que está decidindo; d) registro do processo;

2- A partir de semana que vem nos encontraremos terças e quintas a noite (das 19:30 às 22) e quarta pela manhã (das 9 ao meio dia) para trabalhar, isso fechado até novembro. Esbarramos em compromissos das pessoas e graças a isso tivemos mais idéias ótimas: esses horários são oficialmente reservados para este trabalho, não importa onde estejamos. A idéia é usar estes horários para pensar no processo, mesmo que seja no meio de um festival, por exemplo. Neste sentido, se alguém mais puder agendar isso, seria ótimo. Sei lá… por exemplo: A Mi sabe que este horário nós estaremos trabalhando por aqui, então se quiser (e seria bacana) pode usar esse mesmo tempo para trabalhar em algo no Rio que possa nos enviar e turbinar o processo… enfim, idéias que precisam ser melhor acertadas. Acho que era isso meninas. Agora estamos compilando materiais que possam ajudar a cercar as idéias. Se tiverem algo, gritem! Lembrando que temos reunião na Sté sábado as 12 horas. E vamos chegar na hora gente!!!!!! Nós nunca temos conseguido começar as reuniões na hora marcada! Bjo especial do ri.

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1 Comentário so far
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Ótimo…
Gosto das palavras: mentira – violência – cumplicidade
A busca da verdade pela arte…
Uma pira…
Gosto da idéia de eu poder contribuir com vossas questões…
Eu tenho várias questões no meu “varejão de idéias” é só pegar e levar embora (e a minha cabeça borbulha…)

Ri, como faremos amanhã meio dia? Lá na Michelle da ASPART? No banco, onde?
Morreu nossa saída hj denovo…zzzzzzzzzzzzzzzzzz…mas depois a gente se engalfinha e dá tudo certo, hahahahaha.

Galera, todos sábado aqui, inclusive Mi e Beth, hein? Colocaremos fotos das duas… e oferecemos prendas e cachaça….
Ah, cardápio: Nhoque, pode ser?
Beijos,
Stéphany

Comentário por couveflor




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