couve-flor tronco e membros


Outubro 26, 2006, 8:33 am
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Stéphany Mattanó

 

Olá gente, quem é vivo sempre aparece, e olha eu aqui…

Eu sei que para os couves de Curitiba está impossível falar comigo, pois além de eu estar sem celular (perdi no dia do lançamento do couve lá no Jokers), eu quase não paro em casa, mas vá lá.

Desculpas à parte, hoje foi um dia inspirador.

Eu vi as imagens que eu e a Michelle fizemos nesta terça-feira pela manhã numa TV grande. Fiquei bem feliz com o resultado.

Filmamos com o auxílio de um câmera man, o Fernando, mais conhecido como “Peruano”.

Ele fez esta filmagem conosco para que pudéssemos ter mais tranqüilidade com relação as funções de cada um.

**Eu tava lá com o meu caderninho onde estava anotado o roteiro prévio de imagens. Minha função era de seguir o roteiro de imagens e tentar direcionar onde “encaixariam” as ações da Michelle no quadro.

**A Michelle estava com uma blusa amarela que emprestei da minha vizinha Dayse (sim, a do Mundaréu) pela manhã. A função da Michelle era a de dançarina, coreógrafa, xelelê, que improvisava seus graciosos movimentos frente à câmera (muito bons por sinal).

**O Peruano lá estava com a câmera profissional, filmando em 24 quadros (imagem tipo de cinema). Sua função era não tremer (pois estava sem tripé (ele se mostrou um exímio bailarino de imagens). Ele controlava incidência de luz na câmera, regulagem de cor, contraste, brilho. Coisas típicas que um técnico deve fazer.

Nestas condições, às 11:15 da manhã de terça, saímos sentido República Argentina (perto da minha casa) de onde gravamos as imagens do último vídeo.

Após o trabalho, nós três conferimos material na câmera e nos divertimos bastante. Pena que vocês ainda não viram grandão. Bem legal.

Conceitualmente, partimos de uma idéia do chão do trilho do trem que a Beti filmou lá na Europa. Gostamos muito do movimento do trilho e da câmera estar fixa. Fazendo alguns testes com o Pablo no nosso último encontro, sobrepusemos a imagem de alguém dançando em cima dos trilhos. Meio brega, mas inspirador.

Encontrei a Mi na segunda-feira (um dia antes) e conversamos a respeito de como seria o roteiro. Comentei da possibilidade em termos um roteiro e funções claras, para que pudéssemos aproveitar o material registrado e o tempo de edição.

Seguindo a idéia de linha que encontramos no vídeo da Beti, eu e a Mi pensamos na linha do chão onde passa o biarticulado. Amarela. Perguntei para a Mi se ela tinha trazido a blusa amarela (a qual fizemos o vídeo do Metrô do Rio) e ela disse não.

Teimosia minha, tinha que ser amarelo. Daí no dia seguinte eis que consigo a tal da blusa amarela. Sorte.

Vamos aos takes (que a Beti pode tentar fazer algo com isso daí da França)

Take 1. De um lado da estação tubo, antes de passar a roleta, filmar dançarina de cima para baixo. Ele dança entre as estações tubo (uma de frente para outra). No chão a linha amarela e a textura do asfalto cinzento. Linha e blusa amarela. Ela dança entrando e saindo de cena. Câmera Fixa.

Take 2. De dentro desta estação tubo (após passada a roleta), filmamos a Michelle entrando no tubo da frente. Ela dança entre as pessoas que estão dentro do tubo. O tubo vai enchendo gradativamente de pessoas. As pessoas fingem que nada está acontecendo. Ela está de blusa amarela. Logo, passa em primeiro plano, uma senhora (concidentemente) de amarelo. Michelle pega o biarticulado que chega. Ela entra pela porta 3 e se posiciona logo em frente à câmera próximo à janela. Ônibus sai. Tubo vazio.

Take 3. Eu e o Peruano pegamos o prómixo ônibus depois do dela naquele tubo da frente. Fomos na porta 1, do lado do motorista fazer a imagem do chão do asfalto que o biarticulado percorre. Linha amarela divide o quadro. Ela nos conduz até a Michelle, que já está dançando entre os dois tubos seguintes. Ela está de amarelo. O ônibus para na estação tubo e a Michelle continua dançando. Quando ela percebe que o ônibus vai sair, ela muda para a outra pista e continua dançando. O ônibus sai, tirando Michelle de quadro. Continua take do chão até o próximo tubo.

Take 4. Terminal do portão. Michelle dança de um lado da plataforma do biarticulado. A gente filma de outro. Câmera parada. Quem compõe o vídeo além da dança da Mi, é a passagem de ônibus e pessoas frente à câmera.

Take 5. Terminal do portão. Michelle dança atrás da plataforma do biarticulado, em frente à um mural com anúncios (terceiro plano). A gente filma de outro. Câmera parada. Quem compõe o vídeo além da dança da Mi, é a passagem de ônibus e pessoas frente à câmera.

O que pode ser feito daí da França, creio eu, é filmar alguém de amarelo do outro lado da estação do metrô. Tal qual eu a Mi já havíamos experimentado no Rio.

Pelo que eu vi das suas imagens Beti, existem estações bem velhas por aí. Seria um contraste interessante para o padrão de imagens que temos por aqui. Tudo aqui é muito novo e muito diferente daí mesmo. Este seria um take que teríamos das três cidades. Curitiba, Rio de Janeiro e Paris ou outra cidade que você tiver.

Acho que por hoje é só pessoal.

Mi vê se confere.

Ah, agora só para a Mi, meu esboço de lista de agradecimentos:

**Dayse Santiago, Tamara Cubas, Karenina de Los Santos, Dayse Colaço.

Ainda não pensei em nomes para os vídeos, por enquanto fica Experimento #1, #2 e assim por diante.

Aceitamos sugestões

Beijocas à todos.



Stéphany Mattanó 20.09.06
Setembro 20, 2006, 8:38 pm
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Stéphany Mattanó 20.09.06

Que lindo Beta, hehehehehe.
Estou bem feliz que pode fazer estas reflexões com mais alguém para seu trabalho. Acho importantíssimo que nós encontremos pessoas com quem compartilhar processos, não sei o que seria de mim sem as opiniões da Tamara, da prática com a Mi e todos os nossos e-mails couves. Acho que tanto eu quanto a Mi, após a experiência no Rio, estamos mais generosas para com o nosso processo de captação de imagens. Não esperamos mais que tudo dê 100% certo de primeira, ficamos atentas para o que vai acontecer de imprevisto e ficamos mais tranqüilas com as idéias que vão surgindo no meio do caminho. Verificamos possíveis falhas, e no dia seguinte nos propomos em refazer o que deu errado.
Mas o que é mais bonito disso tudo é que mesmo com idéias simples de serem executadas, surpresas sempre aparecem, e elas podem modificar completamente a poética da imagem. Principalmente em locais públicos como o metrô.
A Mi vai pro Rio só na semana que vem.
Estou muito curiosa para ver seu material, eu gostei da idéia da mudança de ângulo e perspectiva da imagem. Em por falar nisso, espelhamos algumas imagens que fizemos no metrô e colocamos de trás para frente
em edição. O que nos surpreendeu bastante e nos abriu uma série de possibilidades daqui pra frente. O que nós fizemos até agora foi colocar os videozinhos que fizemos na câmera da Mi numa tripa de três quadros. (Dividir a tela em três).
Criamos uma narrativa na captura das imagens, uma trajetória de estações do metrô. E alguns elementos se repetiam, como por exemplo eu e a Mi usarmos a mesma blusa para dançar. Este material está com 01min e 50seg. E a gente já pretende passar amanhã na FNAC. A idéia de ser vários vídeos é ótima.
Seus vídeos podem ser editados separados ou complementar idéias nossas. Creio que o processo está caminhando para ser uma seqüência de vídeos sobre o mesmo tema.Tem um material que a gente ainda não usou que é a estação do metrô parada e a Mi dançando bem no fundo. Tem outro igual só que comigo, e o vagão parte e eu desapareço. Porque eu saquei que ele tava saindo e eu subi a escada rolante. Assim quando ele partiu eu já não estava mais lá. De repente poderia casar com as suas imagens dos trens de cruzando ou partindo… Acho que é isso por enquanto. Aproveite sua temporada italiana…
Beijocas
Stéphany



Elisabete Finger 19.09.06
Setembro 20, 2006, 8:37 pm
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Elisabete Finger 19.09.06

Oi gente,To em Roma… sinceramente… todo mundo deve vir à Italia pelo menos uma vez na vida… Bom, isso vai ser assunto pra um outro mail ou pra uma longa conversa de bar, quando eu chegar em Ctba.Sobre o video: to mandando o dvd pelo correio com os videos e as fotos que eu fiz em paris (na pressa so encontrei o endereço da Michelle no Rio, entao foi pra là, postei no dia 16, deve chegar atée dia 23 no maximo), vou fazer mais fotos e videos, aqui em Roma, e onde eu estiver. Mas to preocupada com o tempo. O correio vai demorar pra entregar isso e a gente precisa começar a montagem, nao? Me corta o coraçao pensar que nao vou estar presente pra essa parte, que finalmente é a parte da criaçao, de compor com o material que “coletamos”. Tive aquele encontro com o Pierre Leguillon, mostrei o material que fiz até agora, principalmente os videos, pq acho que descobri alguma coisa com eles que nao descobri com as fotos. E ele me deu retornos super importantes. Primeiro: cuidado com o fato de trabalhar com imagens do metro, è uma estètica que ja foi muito muito explorada, e pode parecer ingenuo nao levar isso em conta. De todo material que eu fiz, acho que onde eu consegui “criar”, ou ultrapassar o ponto de vista do simples registro, do observador comum que se senta na janela do trem, foi nos videos: “plano dividido azul” e “canto escuro” (nomes que eu dei pra trabalhar, mas que, tenho consciencia, sao pobres de marré marré…). Isso começou pq sem querer eu inverti a camera pra filmar, e depois nao consegui desvirar a imagem no computador, e comecei a achar bom que ela fosse vertical, inverte as perspectivas, cria uma tridimensionalidade estranha com uns ponstos de fuga na diagonal, faz as pessoas “entrarem na imagem” na vertical, e causa em quem assiste uma sensaçao fisica de ficar procurando uma posiçao com o proprio corpo que permita descobrir o sentido do movimento da imagem (e isso eu acho otimo pq è mais ou menos como se o espectador “dançasse”). Tem uma cena num filme do Godard que chama “les carabinieris”, onde eles olham o cartao postal da torre de Piza, e todo mundo faz “ajustes” com o corpo pra “olhar melhor”. E è mais ou menos essa a ideia. O Pierre achou que nesses dois filmes tem algo de “autoral”, tem uma proposta estetica e fisica, os outros ele achou “menos bons” (no seu eufemismo frances). Ele aponta como ponto positivo o fato de as imagens despistarem o metro, recriando ao mesmo tempo esse ambiente. No “canto escuro” ele viu um “submarino”, diz que tem um misterio e um voyerismo interessantes. Ele elogiou o trabalho de enquadramento, de colocar o movimento numa parte da imagem.Eu gosto muito tambèm dos cruzamentos de trens, e quando os dois param e um avança antes, e a gente tem aquela duvida se o trem que esta em movimento è o nosso ou nao, e aqui eu lembro dqa Dani Lima citando Laurence Louppe, dizendo que o que nos permite “descobrir” qual o trem que partiu è a relaçao que temos com o nosso peso, e no video o espectador tem a estranheza de nao saber qual trem partiu, mas nao tem o instrumento ” peso” pra servir de apoio. Eu vejo tudo isso nesses pequenos videos, e acho que tem material pra explorar neles, mas tambem sei que essa ideia mereceria um aprofundamento, de experiencia, de reflexao, o problema è tempo, è que eu nao tinha mais casa nem dinheiro pra ficar em Paris, etc… Mando um material um pouco bruto pra vcs, e ja pesso desculpas se eu falhei, mas tenho a impressao de ter feito um super processo de trabalho. Quanto à montagem, o Pierre falou que o que ele ve nesses dois videos è a possibilidade de eles serem qualquer coisa por si mesmos, uma instalaçao, um pedaço separado de uma outra coisa, mas ele diz que nao imagina cortes ou uma montagem entre eles, e sugeriu que fossem passados em sequencias que começam, terminam, recomeçam. Pensei no Ricardo que falou na possibilidade de fazer tres videos em um, com visoes pessoais, um trio de visoes para e com a camera… Sei que a Mi e a Ste tao trabalhando juntas e devem estar numa outra fase, numa outra pira, com outras conclusoes, è uma das consequencias da distancia, acho que tem uma “decalage” grande entre nos, mas nao estou dramatizando, acho que essa è nossa riqueza, e o melhor è pensar como explora-la da melhor forma possivel. Estou mesmo aberta à possibilidade de que as minhas imagens nao entrem no video, se no momento da montagem nao tiver espaço pra elas nao tem, e pronto. Acho que so pensar no significado delas, na composiçao com as outras imagens, em todas as reflexoes que fizemos atè aqui ja foi pano pra manga… mas sei tbem que tem qualquer coisa nesse material, que de uma forma ou de outra podemos utilizar.Fiz algumas fotos de maos nos canos, mas nao encontrei o “mio da fiada”, pra mim falta um pedaço dessa historia, falta o começo, nao sei no meu corpo de onde isso veio… mas se vcs encontrarem algo de interessante nas “minhas maos” fiquem a vontade.Bom, estou indo pra Napoli hoje, e depois finalmente pra Positano (uma cidadezinha na Costa Malfitania que è meu destino) penso nesse projeto todos os dias, e quero mesmo escrever algo. Vou continuar a fotografar e filmar, se nao entrar no video entra no processo, pro Couve, pra coreografia, pra historia do catalogo, pro nosso proximo trabalho…Escrevo assim que puder e tiver mais noticias.
Beijos enormes
Amor
Beta (eles me chamam assim aqui na Italia)



Michelle Moura e Stéphany Mattanó 10.09.06
Setembro 20, 2006, 8:36 pm
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Michelle Moura e Stéphany Mattanó 10.09.06EEEEEEEEEEEEEE gente bonita!!!!
Estou voltando do Rio cheia de coisas pra contar. São 20:33 da noite
de domingo, estou me despedindo da Michelle aqui no RIo para
re-encontrála em Curitiba na quarta ou quinta feira…
Muitas coisas sobre vídeo, e Beti…sim…nós já temos instruções para
passar para você aí na França. A Mi está aqui do meu lado para dizer
que a gente está muito feliz e que iremos mandar um CD ou DVD com os
vídeos que fizemos no metrô aqui no Rio de Janeiro. Tudo foi feito com
a câmerazinha Sony da Michelinha. Beti, portanto continue firme nos
seus experimetos aí na França.
Já está a caminho da França o vídeo feito em Curitiba, entitulado
“Experience #1″ (Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial – Brasil)
que eu fiz lá no quintal de casa com minha mão e a função espelhada de
minha câmera, hehehehe (estava com a minha unha descascada).
A gente quer mandar através de Internet os vídeos do metrô também,
para que a Beti tente gravar um DVD a tempo das incrições da
residência…
A gente já está preparando um vídeo ainda para ser veiculado na FNAC.
Ri, o que você está pensando para o Autorização? Como foi sua conversa
com o Marco Filipim?
Cris, e o pílulas?
Gustavo, você ainda não respondeu a Michelle sobre como vcs irão fazer
o Laboratório…
Ah, e Gus, ninguém respondeu se concordava em publicar nossos e-mail
entitulado “vídeo e coreografia” no Blog.
E meninos, como está o processos de vocês? Perdemos o contato com o
processo. Queremos poder ajudá-los no que estiverem precisando. E as
instruções para as fotos que vocês falaram no último e-mail?
Beijos meus e da Mi
Com amor



Michelle Moura 05.09.06
Setembro 20, 2006, 8:29 pm
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Michelle Moura 05.09.06Oi linda, acho bacana que esses dois e-mails “coreo” e “vídeo” sejam postados no blog. Estão ótimos!Vou postar lá fotos que fiz semana passada do metrô tbm pensando nos reflexos. Gostei muito de ler suas idéias-imagens, acho que trazem muito a idéia de um vídeo pensado por cabeças que pensam movimento sem a fixação da dancinha. Poesia. Depois da minha oficina com o Menicacci, coisas que li no blog da Tamara Cubas (a ste tem o endereço certinho….), minhas viagens de metrô, minha viagem à Araraquara. Mais uma vez descartei a possibilidade de fazer a tal dancinha em diferentes lugares… Penso que devemos optar por ainda menos coisas, aquelas coisas que eu e Ste pontuamos. Penso em algo agora ainda mais minimalista, no sentido de explorarmos ao máximo a potência da “coreografia” dessas mãos no cano. A idéia do Menicacci de corpo/paisagem,e a percepção de que paisagem está ligada á noção de contemplação, e que para isso é necessário um tempo longo de exposição da “mesma situação”, me faz refletir sobre nossa proposta de um corpo-território, uma imagem-território.Ok, as coisas do metrô que me interessaram nesta última semana:- as cores (verde amarelado-beje)-a mudança de estação e o mesmo ambiente (linha laranja na horizontal, com placa escrito nome da estação tbm laranja, diferentes pessoas mas a mesma “movimentação”: espera, caminha no mesmo sentido, corre com o mesmo objetivo)-reflexos no vidro e sobreposição de dentro-fora.
É isso!
Beijo.
3Ms



Stéphany Mattanó 04.09.06
Setembro 20, 2006, 8:28 pm
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Stéphany Mattanó 04.09.06 Após primeiro dia de oficina, nada a fazer com trilhões de pessoas com
milhões de idéias na sala. Abandonei a minha idéia (por enquanto),
para tê-la somente como ponto de referência para a classifição dos
conceitos de videodança que adquiro agora.
Gostaria de passar as categorias que eu encaixei as idéias das mãos,
para melhor entender o que temos até então. Estas categorias criei
numa inspiração durante a oficina. Não foi a Tamara que pediu, fui eu
que inventei mesmo diante das questões levantadas em sala.
Título: (Provisório, sugerido pela Sté no começo) “Sobre as formas de
programação de pensamento”
Tema: Mãos
Cenário: Territórios de passagem (ônibus, metrô, ponte, corrimão)
Transição de cenas (Efeitos):  Zoom in e zoom out, refletindo a idéia
de macro/ micro.
Tipo de cenas: Representativas (dança em função da narrativa, ou seja
ela é que será criada a partir do tema); Documentais (encontraremos em
situações, objetos ou paisagens a narrativa que queremos, ou seja eu
registrarei um acontecimento e isso se tornará dança. Ele já carrega
consigo sua narrativa própria)
VÍDEO – IMAGEM + SOM = Áudiovisual – questões técnicas –  Referências
de imagens: Peter Greenaway, Godart, Paik, etc…
DANÇA – MOVIMENTO = Artes Cênicas – questões cênicas – captar imagens
que desenhem o caminho do pensamento de uma pessoa quando esta se
encontra em um território de passagem
Acredito que esta seja uma materialização de um primeiro esboço de
Roteiro de Imagens. Me respondam o que acham.
Beijos
Stéphany Mattanó



Ricardo Marinelli 04.09.06
Setembro 20, 2006, 8:26 pm
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Ricardo Marinelli 04.09.06

Bacana Beti! Como é bom aprender com vocês, minha gente. O vinculo com a experimentação sempre acaba se revelando o melhor caminho. Mesmo que isso demande muitas vezes mais tempo, mais estrutura, mais paciência e as vezes mais grana. Me parece que uma coisa será muito importante para que possamos avançar metodológicamente na construção do vídeo: sugiro que comecemos a construir pequenas coisas. A Beti diz já estar fazendo isso, mas me parece que seria muito bacana que estes vídeos experimentais tivessem cara própria, se é que me entendem. Como se fossem pequenos vídeo-danças que se sustentam. Sei lá… pensei nisso como uma forma de a coisa começar a se materializar. Muita viagem? Bjo do rizão.



Elisabete Finger 04.09.06
Setembro 20, 2006, 8:25 pm
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Elisabete Finger 04.09.06

 Amigos,
terminei o workshop do Pierre Leguillon neste sabado e foi muito muito inspirador, reflexoes e discussoes profundas sobre a “imagem”: produzir uma imagem, portar uma imagem, dar a ver uma imagem, “fazer corpo com uma imagem”….
falamos muito da presença de quem faz a imagem na imagem, e que uma das formas de se fazer presente é assumir o “tremor da camera”, é “fazer corpo com uma imagem” sem maiores artificios… claro que eu adorei isso e achei um otimo discurso para assumir o tremor das minhas imagens.
Pensei a semana toda que a fotografia e o video me interessam mais e mais por partirem de uma mesma reflexao de “composiçao de informaçoes” que a coreografia, tà tudo là: um corte no espaço, uma complexa e apaixonante idéia de tempo, o corpo de quem faz, o corpo de quem vê, o corpo de quem é imagem…  Ontem eu li sobre o trabalho de um artista que pensava a imagem fotografica como uma “coreografia em pausa” ou uma “fotografia em movimento” (o nome do cara é Eduard Levé). Acho que é por ai… se a gente acredita que antes de existir uma dança contemporanea existe um pensamento e um olhar contemporaneo pra dança, e que esse mesmo pensamento e olhar pode organisar um video, entao a gente nao precisa necessariamente filmar uma “dancinha” pra chamar isso de “video-dança”. Também nao quero cair no relativismo absurdo de dizer que “tudo é tudo” e “qualquer coisa é qualquer coisa” e “o amor é cego, Deus é amor, Steve Wonder é Deus…”, mas acredito no potencial da arte e da dança de “falar” num outro canal de sensibilidade, que nao precisa ser necessariamente o “explicitamente rotulado dança”, sei que todo mundo ja sabe disso, mas repito pq faz parte do desenvolvimento da minha linha de raciocinio…
Ainda nao acabei de ler sobre o Aby Warburg, por isso ainda nao rolou o “resumo-traduçao-tabajara”, e como sou leiga no assunto tenho um pouco de medo de me fascinar pelas informaçoes novas, entao quero consultar outras bases…mas ele me fez pensar nessa idéia de “imagem como territorio”, e aqui começo a desenvolver as minhas piras, que acho nao tem nada a ver com as dele. Acontece que re-olhei com muito carinho e atençao todas as imagens que fiz para o video, dentro dessa ideia de “territorios de passagem” e percebi que quase todas sao imagens do vidro da porta ou da janela do metrô, ou trem, reflexos e transparencias que constituem um “territorio” que faz habitar provisoriamente no mesmo plano a pessoa que esta sentada dentro do metro em frente à janela, os canos, cadeiras objetos dentro do metro, os riscos e pixaçoes no vidro, os riscos e pixaçoes nas estaçoes, as pessoas esperando do lado de fora, os cartazes, isso quando tudo nao é redobrado pela presença de um outro metrô que cruza o caminho do primeiro, de onde eu estou fazendo as fotos/videos (e às vezes eu ainda apareço no meio dessa cohabitaçao de imagens)… nao sei se da pra entender, mas é tanta gente, objeto, informaçao, se superpondo e dividindo o mesmo espaço bidimensional, e ao mesmo tempo poroso, permeavel, que eu achei lindo! E por acaso tem mesmo algumas cenas de maos nos canos…Outra familia de imagens é a das escadas rolantes que saem do subsolo do metrô e “entram na cidade”, me lembra a historia do “dentro e fora”, de um “zoom” que chega num outro lugar… Vou escrever mais com o material que eu vou mandar pelo correio.Quero aprofundar essa historia dos “reflexos”, escrever mais, pensar mais, mas fico feliz de ter descoberto isso na pratica, no fazer imagens… talvez esteja perto de um fil que me conduza aqui, mas quero pensar com as meninas um fio comum pra nos 3. Encerro temporariamente o capitulo videoSegue um proximo e-mail sobre a coreografia…Beijinho
Beti



Agosto 14, 2006, 9:06 pm
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Michelle Moura 

Há muito tempo que eu, Sté ou Beti, não postamos nada sobre o vídeo. Nessa ausência do blog estavamos avaliando conceitos, pensando em como transpor nossas idéias para mídia vídeo e fazendo experiências de imagens (filmando!) pelo biarticulado e Pçª do Japão.Aconteceu que os territórios que agora nos parecem mais “próximos” são os virtuais. Os espaços de nossas percepções. Os diferentes estados corporais gerados por estas percepções. Território como extensão, projeção e criação do corpo/mente.No início de tudo, pensando em território como lugar recortado, delimitado, uma parte do todo, nos interessamos por “lugares de passagem”: metrô, ônibus, ponte. “Lugar de passagem” seria um ”não-lugar” que tem como “função”: ligar, conectar, comunicar um lugar à outro. Um espaço entre. Pareceu interessante observar o nosso estado e das outras pessoas dentro do ônibus ou metrô. Há uma espera. Há introspecção. Espaços de possibilidades, potencialidades mentais. Estar aqui, e em termos de possibilidades, em muitos outros locais. O movimento é constante. E é assim que desejamos tratar território: como lugar não estável, fixo e estático. Mas como ações
em cadeia. O corpo/mente é o lugar/território escolhido.
Escolhemos um ponto de partida. Aêêê! Como o ônibus muito atrai e a Sté e o metrô me atrai, e neste momento estamos as duas em Curitiba, fomos ao biarticulado (que é uma espécie de metrô de superfície curitibana) captar algumas imagens para iniciar uma pesquisa “com olhar de câmera”. No início tudo parecia interessar, mas algo que apareceu logo de cara, foi optar por um único padrão de imagem. Ex: só mãos segurando no tubo do bus, só o chão e os pés, pessoas dormindo, a faixa que separa as duas pistas. Enfim, por fim, o que mais nos encantou foram as mãos que seguram o tubo do ônibus. Suas peculiaridades, movimentos. A enorme quantidade de mãos/corpos que deixam suas digitais num mesmo lugar à cada minuto. Será mais um território escolhido? O tubo do ônibus? Impresso por milhares de digitais, suores, peles…enfim, sabe-se lá o que deixamos onde tocamos…Eu com síndrome de organização, insisti para que fizéssemos um roteiro a partir de desdobramentos de imagens que seguissem sempre a mesma linha de raciocínio. Escolhemos um início, um meio e um fim: 1- mão no tubo do bus; 2- Mão acenando; 3- Dedo no nariz. O resultado não foi satisfatório, pois ficou muito cabeção. Ok. O que temos até agora de material são as seguintes coisas.Sobre a estética do vídeo (é certo falar assim?):1-    Zoom in e zoom out. Sempre considerando o corpo como ponto de saída e de chegada. Idéia de macro e micro. Ciclos.2-    Sobreposições de imagens. Recortes em pequenos quadrados. Referência: “Livro de Cabeceira” e outros filmes de Peter Greenway (http://cinefilosofia.com.sapo.pt/artigos/conteudo/corpogreenaway.htm)Sobre as ações que acontecem no vídeo:1-    Uma sequência de ações (quase uma coreografia curtinha). Que diferentes pessoas executam, sempre uma por vez, em um lugar diferente. É aí que se da o “entra no corpo, sai do corpo” (Zoom in e out!)2-    Um quadro fixo em um tudo de ônibus, captando por longo tempo as mãos que por ali passam.3-    Elemento surpresa: Musical no ônibus. Referência á “Dançando no Escuro” de Lars Von Trier, e tantos outros músicas americanos. Quando inicia a dança no trem.4-    As imagens em pequenos quadrinhos, sobrepostas ás outras, seriam: a Beti filmando sua própria travessia em uma ponte (em 1’27”). Entre outras filmagem com estética “tremida”, que eu gosto mas a Sté nem tanto. 

É isso por hora!



netus machadus
Julho 28, 2006, 7:06 pm
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Ola pessoinhas..

A stéphany ligou no abrção e pelo visto conseguimos nossos vestidos… estamo nos dirigindo até lá hj a tarde para confirmar o numero e tamanho dos vestidos…

falei com ale haro que se mostrou muito interessada em virar nossa fotógrafa oficial do projeto. Vou falar com ela hj de novo para marcar uma reuniao com ela amanha, marco de manha para poder chegar na reuniao meio dia com as informações da Haro ja de pé.

Entrando novamente nas crises, acho ótimo que tenhamos crises, porque são elas que nos fazem repensar tudo que estamos fazendo. Mas o importante é passar por elas, ultrapassá-las, entao bola pra frente galera porque todos vcs tem um trabalho do caraio, admiro muito o trabalho de vcs (isso inclui vc sim gus) e tenho orgulho de estar trabalhando com vcs. Bola pra frente que vcstem muito o que dizer nesse trabalho…

Falando do vídeo, depois do que  ricardo propôs, acho interesante pensar neste nao lugar do corpo. Ou como o corpo é tratado como este nao lugar, como lugar de passagem de imagens, de pessoas, de conceitos. Como o corpo é, como a ponte da beti, um lugar onde nao se identifica nada, que nao é um teritório definido; nao tem clareza do sujeito e nem das propriedades deste sujeito, portanto do territorio que ele é, ou que pertence a ele…. Como funcionam as etiquetas coladas no nosso corpo-território ininterruptamente? que transformam-no em um permanente local de transição… de passagem e de tranformação..

só idéias, ou pensamentos sobre o assunto…..

acho que por enquanto é isso pessoas, mais tarde dou um parecer sobre a ale haro e sobre nossos vestidos do casamento..

bjos

amo vcs tmb (ja que o ricardo falou tmb vou deixar claro hehe)

neto machado