Arquivado em: PERFORMANCE
Por Michelle Moura
Oi Gus, bacana ler sobre o processo.
Vou escrever meio rápido, pois são muitas coisas pra dizer.
Gosto da idéia da mentira x verdade. Acho que dá pano pra manga pra discutir estados de presença. Relativizar o que é ser “natural”, interpretativo. Colocar essas coisas em debate. Digo, como que podemos ingenuamente acreditar que um artista não está interpretando só pq tem uma atitude “natural”? Esse é um modismo, ou, um estilo dança contemporânea de ser… Verdade e mentira é um bom modo de colocar isso em cena. E tbm tem haver com afetividade (em algum grau) nos simpatizamos ou temos antipatizamois por um ou outro modo de estar cena, e de ver alguém em cena. Jogo de sedução!
Sua proposta (em triângulo) é legal, mas é difícil ter parâmetros pra “julgar” um movimento como verdadeiro ou não…. Diferente da fala…aí sim é possível.
Hj fui no Seminário de Dança e Filosofia, e ouvi a Isabelle Ginnot falar sobre crítica de dança. Ela propos coisas interessantes partindo da idéia de que uma crítica é escrita sempre apartir da memória do que foi visto do espetáculo (uma ficção!!) seguido da percepção (sempre em transformação!) particular desse observador: suas referências, sua seleçaõ (nunca se observa tudo!), seu modo de organizar a informação… Aí propõem a escrita, a crítica tbm como uma “performance”. Aí falou coisas que me lembarm o exercício de “olhar alguém dançando/performando e outro descrever o que vê” e o 4 textos em que vcs pedem as fotos. Ela fala assim (tudo entre aspas + minha tradução do inglês falado por ela que é francesa):
Escrever é um jeito de olhar.
Testar a percepção da dança através da escrita.
Como palavras podem ser dança?
E sugere alguns exercícios durante o ato de assistir 1 dança e escrever 1 crítica:
Fechar os olhos alguns momentos.
Perceber se vc tem empatia ou antipatia. As relações afetivas com o movimento, a dança, a cena. E sacar que a subjetividade pode ser uma mentira, 1 delírio.
Pensar que vc (que assiste/escreve) é o bailarino. Colocar-se no lugar dele. E escrever tudo em EU. Como se vc fosse o bailarino, descrevendo o q faz.
Meio rápido, mas bastante texto…
Beijos a todos da Mi
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